


Os cogumelos mágicos, também conhecidos como cogumelos sagrados ou pelo termo ancestral teonanácatl, que significa “carne dos deuses”, são fungos enteógenos encontrados naturalmente em ambientes como pastagens, esterco bovino e outros substratos orgânicos. Entre as espécies mais conhecidas está o Psilocybe cubensis, amplamente estudado e citado na literatura científica e cultural.
Esses cogumelos possuem um longo histórico de uso ritualístico e espiritual, sendo utilizados há milhares de anos por diferentes civilizações tradicionais, incluindo povos mesoamericanos como os maias e astecas, além de outras culturas antigas que reconheciam seu papel simbólico e cerimonial.
O interesse do mundo ocidental pelos cogumelos mágicos ganhou força no século XX, especialmente após a publicação, em 1957, de um relato do pesquisador Robert Gordon Wasson sobre cerimônias conduzidas pela curandeira mexicana María Sabina. A partir desse momento, o Psilocybe cubensis passou a receber maior atenção acadêmica e cultural, sendo descrito oficialmente pelo micologista Franklin Sumner Earle, após seu registro inicial em Cuba.
De acordo com a Portaria nº 344/1998 da ANVISA, o fungo Psilocybe cubensis em seu estado natural (in natura) não consta na relação oficial de plantas ou fungos de uso proscrito no território brasileiro.
Dessa forma, a posse, aquisição e comercialização do Psilocybe cubensis são permitidas quando destinadas exclusivamente a fins de estudo, coleção científica ou amostra botânica, desde que o material não sofra qualquer tipo de modificação, processamento ou alteração de sua forma original.
Este produto não possui finalidade terapêutica e não se enquadra como medicamento.
Não é indicado para uso humano, animal ou medicinal, sob nenhuma circunstância.
Qualquer tentativa de manipulação, extração, processamento ou isolamento das substâncias presentes pode configurar infração à Lei nº 11.343/2006 (Lei de Drogas), estando sujeita às penalidades previstas em lei.